quinta-feira, 10 de junho de 2010

No ir e vir dos arados puxados por juntas de bois aos poucos aquelas coxilhas iam mudando de cor, do amarelo e verde que mais predominava até então, agora se transformava em preto que era o tom da terra daquela região montanhosa. De longe se via e ouvia os lavradores que gritavam
com seus animais,para andarem mais depressa e assim lavrar o máximo, enquanto havía
umidade na terra, da boa chuva que tinha caído nos dias anteriores.
Quanto mais rápido os animais andassem mais a leiva de terra que era jogada pela
pá do arado deitava enterrando as flores de Mal- Me- Quer e encostando-se na outra leiva, deixando a lavoura bem arada.

No outro dia bem cedo alguém com uma grade puxada por uma parelha de cavalos
gradeava a terra que fora lavrada, aproveitando o tempo antes que a mesma secasse.
Meses de primavera, meses da flor amarela como eram conhecidos naquela região,
mas os agricultores entertidos em preparar as lavouras para plantar milho e feijão até
esqueciam-se da falta do dinheiro que era comum nessa época do ano.
Era uma verdadeira paisagem para quem olhasse à distancia aquele cenário,começava
no fim do mês de agosto e se estendia até os meses de novembro e dezembro as prepara-
ções das lavouras para esses plantios de batata, feijão e o milho que era o maior e mais extenso,
costumava-se a plantar o milho até mesmo no meio das carreiras do feijão e nas caseiras do
milho plantava-se abóbora e melancia, era uma época de muita fartura naqueles anos da década
de sessenta. Os agricultores não precisavam usar adubo ou pesticidas, as terras eram fortes e as
plantações não eram atacadas por nenhuma praga.

Uma estrada de lindeiros cruzava por entre as pequenas propriedades daqueles colonos,
a maioria decendentes de portugueses e açorianos. Seus antepassados tinham vindo dos países
de origem, no ano de 1737 desembarcaram de um navio no porto de Rio Grande.
Estes imigrantes ficaram por algum tempo morando nos arredores daquela cidadezinha marítima, até que no ano de 1800 foi liberado pelos imperialistas um novo distrito que recebeu o
nome de Canguçu, derivado do Tupi-Guarani Canguaçu, nome de uma onça pintada da cabe-
ça grande que habitava nessa região de cerras e montanhas.
E foi neste ano de 1800 que estes Portugueses e Açorianos foram enviados ao recém li-
berado distrito para desbravarem essas terras virgens.
Era uma região habitada por índios Tapes e Tapuias, eram guaranizados e subordinados
aos guaranis. Parte desse imenso então distrito formada por cerras e montanhas, recebeu o nome de
Cerra dos Tapes em memória da tribo que ali habitava.
Estes índios como tantos outros que já ouvimos falar preferiram lutar até a morte, do que deixar se escravizar. Os soldados imperiais com o respaldo destes portugueses e açorianos que receberiam as terras, varreram com quase todos os nativos machos, poupando as índias, com as quais muitos deles constituíram famílias.
Ouve-se muitos relatos de índias que foram pegas a cachorro, para depois tornarem-se esposas de alguns destes invasores.
É uma história de muitas lutas e selvagerias, era a lei do mais forte, uma terra de ninguém, com um pouco de astúcia e coragem os mais espertos levavam vantagens recebendo maiores quantidade de terras e recebendo salários atuando como coronéis de determinadas regiões..
Não é difícil imaginar um cenário assim, onde não existia lei, onde tinham que contar só com os fios de bigodes daquele povo quase selvagem, sem escolaridade, a instrução que recebiam era dos pais e o principal mandamento era que “desaforo não se leva pra casa”, o que podia se esperar de um povo assim.
Eram várias famílias decendentes de portugueses e açorianos que foram enviadas para este novo distrito, que tiveram a dura tarefa como desbravadores.
Cada família recebeu uma cesmaria, que era uma fração de terra em torno de 100 hectares.
Os coronéis cercavam o que lhes agradavam. Era muita terra e eles
escolhiam os melhores campos a vontade.
Algumas destas famílias podem ser identificadas nos dias de hoje, pelos seus sobrenomes que deram nomes a zona onde habitaram.
Entre os quais temos o Passo dos Saraiva, Coxilha dos Piegas, Serro dos Cunhas situados na Quarta Zona de Canguçu e Coxilha dos Campos na Primeira Zona, isto é apenas um exemplo, mas se procurarmos vamos encontrar mais outras localidades com o nome de família.
Era um povo determinado com um objetivo em mente, fazer aquelas terras virgens produzirem, criando gado, cavalos, ovelhas e porcos; Plantando trigo, milho, feijão, etc.
Mas seria a pecuária a base da economia daqueles desbravadores. Na visinha cidade de Pelotas à pouco mais de 60 kilometros o comercio do charque começava a se expandir no estado, com um retorno financeiro compensatório.
O charque produzido nas charqueadas situadas nas margens dos rios da cidade de Pelotas abastecia grandes províncias do pais, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e nordeste, esta carne seca era usada na alimentação dos escravos, mas com o passar dos anos países visinhos como o Uruguai e Argentina que também eram grandes produtores do charque tornaram-se fortes concorrentes pelo preço e qualidade do produto.
Nestes anos já de 1830 o governo do império nada fez para resolver a questão, motivo pelo qual que em 1835 uma parte do povo gaúcho revoltado com a situação levantaram-se em guerra contra o império implantando seu próprio governo, iniciando uma guerra que durou 10 anos, a Revolução Farroupilha.
Nesta guerra os gaúchos se separaram em dois grupos, os que eram a favor do império e os que eram contra, estes últimos eram os Farrapos. O novo distrito de Canguçu que ainda pertencia ao município de Piratini era um reduto Farroupilha em que a família Saraiva fazia parte. Entre os imperialistas estavam os Piegas e os Cunhas que eram famílias proprietárias de grande extenção de terra e gado, os soldados imperiais costumavam a acampar nestes campos com a autorização dos proprietários.
. Duque de Caxias foi enviado pelo governo imperial como pacificador e conseguiu um acordo que os Farrapos assinaram em 1”de março de 1845 seguindo sob o domínio do império, foi uma época de grandes perseguições contra os Farroupilhas por parte dessas famílias gaúchas que apoiavam o Imperador, fala-se em quarenta mil famílias de Farrapos que tenham debandado para o Uruguai e entre essas famílias estavam os Saraivas.
Quarenta e oito anos depois o sonho desses gaúchos que defendiam a república se realizaria em todo o pais sem nenhuma resistência do Imperador D Pedro II, o império havia falido, mas agora teria que ser decidido qual o sistema de república regeria a nação, era um assunto pra os gaúchos resolverem e, em 1893 os gaúchos que defendiam uma república parlamentarista pegaram em armas novamente travando uma revolução de 2 anos que ceifou a vida de milhares de pessoas.
Nesta época destes acontecimentos muitos gaúchos que pertenciam as famílias dos Farrapos haviam retornado do Uruguai e agora estavam envolvidos em um episódio diferente, o motivo não era mais lutar contra o império para estabelecer a República, mas qual o sistema de República, presidencialismo ou parlamentarismo, os Marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto que foram os primeiros presidentes da República eram presidencialistas, aqui no estado o Dr. Júlio de Castilho foi empossado em 1892, defendendo o presidencialismo com unhas e dentes.
Entre as milhares de famílias farrapas que haviam debandado para o Uruguai perseguidos pelos imperialistas após á revolução Farroupilha, agora já haviam se multiplicado, pois já passara quase meio século, aqueles que eram apenas um rapazinho, agora tinham filhos e netos.
Manuel Saraiva do Amaral que nascera em 1836 na quarta zona de Canguçu, (Passo do saraiva) e sido registrado no cartório do Cerrito distrito que na época também pertencia a Piratini, foi um dos que retornou do Uruguai com a sua esposa, filhos e netos ainda pequenos.
Manuel comprou uma fração de terras no primeiro distrito de Canguçu, Coxilha dos Campos e por ali ficou morando com a família.
Nos últimos anos do império houve muitas perseguições políticas e, os que defendiam o imperialismo não estavam contentes com a situação, pois sabiam que perderiam muitas regalias com a caída do império, tinham que a qualquer custo intimidar os republicanos que estavam crescendo cada vez mais com o retorno dos que voltavam do Uruguai, por isso houve muitas mortes e vandalismos que ficavam impunes.
Entre os perseguidos e jurados de morte estava Manuel Saraiva do Amaral e, os perseguidores eram gente graúda, pois Manuel foi até as autoridades da vila e registrar uma queixa dessa ameaça contra a sua vida e, as autoridades deram-lhe garantias dizendo-lhe, podes ficar tranqüilo que nada de ruim vai lhe acontecer, como estas autoridades poderiam dar esta garantia sem nenhuma ação policial, a menos que os criminosos fossem gente do meio deles.
Manuel vendeu um gado e precisou ir até Pelotas, cidade vizinha, ficava localizada a uns 100 kilometros de distancia, iria depositar o dinheiro da venda do gado no banco desta cidade, levou dois companheiros como prevenção, mas não foi o suficiente, porque num paradouro de carreteiros a uns 40 kilômetros antes de chegar na cidade foram os três mortos em uma emboscada feita por uma quadrilha de uns 5 ou 6 homens bem armados.
As famílias das vitimas procuraram por justiça mas nada foi feito a respeito, então o filho mais velho de Manuel, Joaquim Antônio fez a justiça com suas próprias mãos vingando a morte do pai e tomando partido na revolução, lutando pelo o governo Júlio de Castilho que havia sido empossado legalmente. Esta história é contada no livro Joaquim Antônio Saraiva: Um Bravo Republicano.
Relata-se que muitos dos que lutaram nesta revolução foi por motivos de vingança.
Esta foi uma das revoluções mais sangrentas das Américas, durou dois anos e ceifou a vida de mais de dez mil pessoas, que prá época era um número considerável.
Os republicanos foram vitoriosos, mantendo Júlio de Castilho no governo do estado e o marechal Floriano Peixoto como presidente da república na cidade do Rio de Janeiro que era a capital do Brasil na época..


24 comentários:

  1. CANGUÇU HISTÓRIA E NOME


    Quinhentos metros mais alto
    Que o mar e outras planicies
    Como eu queria que visses
    Minha cidade natal;
    Princesa, original
    Com morros, vales e planaltos
    Contornada por asfalto
    Onde escoa a produção
    De toda aquela região
    Metade sul do estado
    Que tem um povo educado
    Devotado e tradição.

    Duzentos anos atrás
    Quando te planejaram
    Com nome te inauguraram
    Por ser isso natural;
    E foi nome dum animal
    Que habitava teus cerrados
    Que foste então batizado
    Sem ritos, e sem igual.

    Canguçu terra de guapos;
    Que no Rio Grande ainda novo
    Muito sangue do teu povo
    Foi dado em contribuição;
    Em guerras e revoluções
    Que marcaram esta querência
    Com mortes e violências
    Pra demarcar, nosso chão.

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  3. Canguçu republicano
    Desde os tempos dos Farrapos
    Combateu os Maragatos
    Com bravura e altivez
    E depois, mais uma vez
    Vivendo em outro cenário
    Foi um palco legendário
    Nos combates em vinte e três

    Canguçu dos africanos
    Dos italianos e alemães
    Terra de lindas manhãs
    Da criação no alvoroço
    Dos terneiros no retosso
    Na hora de apojar as vacas
    Lugar em que gente fraca
    Não agüenta o tirão;
    Pois a machado e facão
    Que portugueses e açorianos
    Com sonhos republicanos
    Desbravaram este torrão.

    Canguçu, tu também és
    Maior em mini-fundiários
    Desde os tempos, em que salário
    Colono não recebia;
    Naqueles tempos as famílias
    Se sustentavam das terras
    Que conquistaram com as guerras
    Com bravura e valentia.

    Canguçu, hoje tu tens
    Importância nacional
    Cidade que tem radar
    Instalado em morro alto
    E os que passam no asfalto
    Podem avistarem a estação
    Que pertence a aviação
    Pra controlar os incautos.

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  4. Canguçu tu és cidade
    Também grande município
    Defensor de bons princípios
    Eu sei porque sou teu filho
    Maior produtor de milho
    Fostes a anos atrás;
    E hoje,teu povo em paz
    Com amor cheguem no trilho.

    E ao passarem por ti
    E te enxergar mais de perto
    Eu penso, é quase certo
    Tua história não conhecem
    Mas te olham por que cresces
    Como cidade e cultura
    Com beleza e formosura
    Que tens pra te moldurar;
    Pois a natureza é um luxo
    Onde a cidade e o gaúcho
    Podem se aconchegar.

    Antônio Saraiva 2008

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  5. Parabéns pela inicativa, Antonio. Muito bom ler sobre a terra de meus pais que foi também um pouco minha, nas muitas viagens de férias. Minhas idas a Florida, a Iguatemi.Passa um filme da minha infância , pré adolecência e adolecência.Obrigada por me convidares pra cá, vou divulgar pra todos os Canguçuenses, parentes e amigos.Um abraço cinchado

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  16. FELICIDADE


    A busca pela felicidade tem sido desde o principio do mundo o alvo da humanidade e, tenho observado durante a minha vida que muitos tem interpretado e procurado em lugares errado. Eu tenho a minha conclusão sobre o assunto, respeitando o ponto de vista dos outros.
    Felicidade é uma condição do nosso coração figurativo, que as vezes temos de reorganizar a nossa maneira de pensar para não perdê-la.
    Em nosso dia a dia podemos ser felizes por vários motivos, por exemplo: O trabalho durante o dia muitas vezes nos cansa, mas também nos traz muitos benefícios e satisfação, o retorno ao aconchego da família, um passeio no final da semana, ou um churrasco com os amigos é, um motivo de grande alegria. Estudar e poder aprender sobre assuntos que antes nós não conhecíamos é uma descoberta que pode nos tornar pessoas de maior valor para a comunidade onde vivemos.
    Sem dúvida, podermos contribuir com os nossos semelhantes, nos faz pessoas mais felizes.
    Há mais felicidade em dar do que há em receber, conforme falou o próprio filho de Deus, Cristo Jesus, quando estava aqui na terra como homem perfeito. Nossa felicidade pode ser aumentada ou até mesmo tirada por outra pessoa, nesta hora é que precisamos de sabedoria para administrar a situação e não perder o entusiasmo e o amor pela vida que recebemos do nosso Criador, cujo nome é Jeová.
    As pessoas não são iguais, motivo pelo qual cada um tem as suas próprias preferencias: Uns gostam do azul e outros gostam do verde ou do amarelo e, assim por diante. Por esse motivo
    não podemos querer que todas as pessoas sintam-se felizes pelas as mesmas coisas.
    Exemplo: Existem muitas pessoas que gostam do esporte, mas existe também as que não gostam e, seriam infelizes se alguém as obrigassem a praticar mesmo contra sua vontade.
    Então chegamos a uma conclusão que nunca podemos obrigar ou achar que outros serão felizes vivendo dessa ou daquela maneira, fomos criados com o livre arbítrio, não com o direito de fazer tudo o que bem entendemos, por isso o nosso Criador nos providenciou as Escrituras Sagradas, para que por intermédio de um estudo consciente tivessemos o conhecimento do que é certo ou errado.

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  17. FELICIDADE


    A busca pela felicidade tem sido desde o principio do mundo o alvo da humanidade e, tenho observado durante a minha vida que muitos tem interpretado e procurado em lugares errado. Eu tenho a minha conclusão sobre o assunto, respeitando o ponto de vista dos outros.
    Felicidade é uma condição do nosso coração figurativo, que as vezes temos de reorganizar a nossa maneira de pensar para não perdê-la.
    Em nosso dia a dia podemos ser felizes por vários motivos, por exemplo: O trabalho durante o dia muitas vezes nos cansa, mas também nos traz muitos benefícios e satisfação, o retorno ao aconchego da família, um passeio no final da semana, ou um churrasco com os amigos é, um motivo de grande alegria. Estudar e poder aprender sobre assuntos que antes nós não conhecíamos é uma descoberta que pode nos tornar pessoas de maior valor para a comunidade onde vivemos.
    Sem dúvida, podermos contribuir com os nossos semelhantes, nos faz pessoas mais felizes.
    Há mais felicidade em dar do que há em receber, conforme falou o próprio filho de Deus, Cristo Jesus, quando estava aqui na terra como homem perfeito. Nossa felicidade pode ser aumentada ou até mesmo tirada por outra pessoa, nesta hora é que precisamos de sabedoria para administrar a situação e não perder o entusiasmo e o amor pela vida que recebemos do nosso Criador, cujo nome é Jeová.
    As pessoas não são iguais, motivo pelo qual cada um tem as suas próprias preferencias: Uns gostam do azul e outros gostam do verde ou do amarelo e, assim por diante. Por esse motivo
    não podemos querer que todas as pessoas sintam-se felizes pelas as mesmas coisas.
    Exemplo: Existem muitas pessoas que gostam do esporte, mas existe também as que não gostam e, seriam infelizes se alguém as obrigassem a praticar mesmo contra sua vontade.
    Então chegamos a uma conclusão que nunca podemos obrigar ou achar que outros serão felizes vivendo dessa ou daquela maneira, fomos criados com o livre arbítrio, não com o direito de fazer tudo o que bem entendemos, por isso o nosso Criador nos providenciou as Escrituras Sagradas, para que por intermédio de um estudo consciente tivessemos o conhecimento do que é certo ou errado.

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  18. ABEDORIA DOMERA !!!!


    NO LOMBO DE POTROS BUENOS
    DOM VIRGILIO FEZ HISTÓRIA
    POR BUSCAR A COMPREENSÃO
    NÃO FEZ USO DAS ESPORAS

    MANEADOR SEMPRE SOVADO
    DE LIDAR COM A POTRADA
    RESPEITANDO TEMPO CERTO
    PRA UMA DOMA APRIMORADA

    E NA VOLTA DA MANGUEIRA
    OS PIÁS SEMPRE ATENTOS
    ESCUTAVAM ENCANTADOS
    OS SÁBIOS ENSINAMENTOS

    ESTUDA A CABEÇA DO PINGO
    VAI APRONTANDO ELE DE FREIO
    DEIXA CALMO E DE CONFIANÇA
    RESPEITANDO SEUS ANSEIOS


    SÓ QUEM TEM ALMA CLARA
    VIRTUDE DE POUCA GENTE
    NUNCA SURRA POR PACHOLA
    EXPLICA, POUCO REPREENDE

    SE FOI O VELHO DOMEIRO
    NUM FLETE DE COLA ATADA
    MAS DEIXOU NO SUL DOS BUENOS
    UMA DOMA APRIMORADA


    POR CERTO AQUELES PIÁS TORNARAM – SE PAIS DOMEIROS
    E HOJE NOS OLHOS DOS FILHOS
    RELEMBRAM TEMPOS PRIMEIROS

    ESTUDA A CABEÇA DO PINGO
    VAI APRONTANDO DE FREIO
    DEIXA CALMO E DE CONFIANÇA
    RESPEITA SEUS ANSEIOS

    MAURÍCIO OLÍVEIRA,OUTONO 2010.

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  19. Real Feitoria do Linho Cânhamo
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa

    Casa da Feitoria no Vale do Rio dos SinosInstalaram-se a mando do Marquês de Pombal, Primeiro Ministro do Império de Portugal as Reais Feitorias do Linho Canhamo, que funcionavam como uma "estatal portuguesa", contando com grande número de escravos africanos, e produziam linho cânhamo, matéria prima para velas e cordéis dos navios.

    Foi inicialmente (1783) localizada em Canguçu Velho (que hoje abrange partes de Canguçu, Pelotas e Turuçu). Os produtos eram escoados para a Lagoa dos Patos possivelmente por um porto localizado no Arroio Corrientes.

    Por causa da pouca fertilidade do solo, foi transferida, em 14 de outubro de 1788, para região denominada Fachinal da Courita, no Vale do Rio dos Sinos (abrangendo partes dos municípios de São Leopoldo, Estância Velha, Portão). Na feitoria do Vale dos Sinos a produção era transportada para Porto Alegre pelo rio dos Sinos, primeira via econômica da região.

    Sua estrutura compunha-se da casa-grande que era o centro das atividades e moradia do feitor ou outra autoridade da Feitoria. Nas senzalas moravam os escravos. Havia ainda os galpões para animais e depósitos diversos.

    A feitoria persistiu até depois da Independência do Brasil, sendo extinta em 31 de março de 1824. Suas terras foram destinadas a abrigar imigrantes alemães que recém chegavam ao Rio Grande do Sul.

    A casa onde funcionava a sede da Real Feitoria do Linho Cânhamo em São Leopoldo, permanece ainda no mesmo local, no Bairro que leva o nome de Feitoria, conhecida como Casa da Feitoria ou Casa do Imigrante.

    [editar] Referências
    Enciclopédia Rio-Grandense, Ed. Sulina. 1968, Porto Alegre.
    BENTO, Cláudio Moreira. Real Feitoria de Linho Cânhamo em Canguçu Velho página visitada em 20 de setembro de 2009.
    ROCHE, Jean . A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul. Globo (1969), Porto Alegre
    [editar] Ver também
    Canguçu
    Colônia São Leopoldo
    Colonização alemã no Rio Grande do Sul
    Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Real_Feitoria_do_Linho_C%C3%A2nhamo"
    Categorias: História do Brasil Colonial | História do Rio Grande do Sul | História de Portugal | São Leopoldo | TuruçuFerramentas pessoais
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  20. OLÁ,PESSOAL!
    QUEM GOSTA DE ESCREVER, POR FAVOR, PARTICIPE DA PESQUISA ABAIXO. ELA FOI FORMULADA POR ALUNOS DA UNIVERSIDADE FEEVALE, DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. TEM COMO OBJETIVO CONHECER O PERFIL DE ESCRITORES GAÚCHOS.

    SÃO APENAS DUAS PERGUNTAS RÁPIDAS:

    ...https://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_BR&formkey=dENhS3ZhX3lfOEM4cnBsLUVha3JUSXc6MQ#gid=0

    Muito Obrigada!
    Daniela Ilges

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  22. VELHA TAPERA

    Ficastes no abandono
    Velha tapera querida:
    Quantas lembranças da vida!
    Eu tenho pensado em ti,
    Dos bons tempos de guri
    Que nunca mais se apagam,
    Das horas doces e amargas:
    Foram lições que aprendi.

    Meu mundo em porte pequeno
    Que eu tive na minha infância,
    Arteirices de criança
    Eu fazia no terreiro
    Enquanto o arroz carreteiro
    Num fogo alto aprontava
    Que minha mãe cozinhava
    No velho fogão campeiro.

    Meio-dia e o pai chegava
    Já cansado da lavoura;
    São tantas recordações boas
    De ti, tapera, e meus pais
    Tempos que não volta mais
    Mas as lembranças se têm
    E os anos e a idade vêm
    Mas não te esqueço, jamais!

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  23. VELHA TAPERA

    Ao te ver velha tapera
    Abandonada e sem vida
    Com partes já destruída
    Eu senti grande pesar
    E foi ao te contemplar
    Com amor e gratidão
    Que senti inspiração
    Para te homenagear

    Eu voltei atrás no tempo
    Num instante de tenção
    E vivi com perfeição
    Os meus tempos de infância
    Que foi de grande importância
    Para minha formação
    De trabalho e retidão
    de fé, amor e constância

    Tapera ainda registe
    Ao tempo e suas pressões
    Assim como eu persevero
    E cultuo as tradições
    Tu guarda muitas histórias
    De seis décadas de existência
    Que viveu com imponência
    Mais de duas gerações.

    Ficastes no abandono
    Velha tapera querida:
    Quantas lembranças da vida!
    Eu tenho pensado em ti,
    Dos bons tempos de guri
    Que nunca mais se apagam,
    Das horas doces e amargas:
    Foram lições que aprendi.

    Meu mundo em porte pequeno
    Que eu tive na minha infância,
    Arteirices de criança
    Eu fazia no terreiro
    Enquanto o arroz carreteiro
    Num fogo alto aprontava
    Que minha mãe cozinhava
    No velho fogão campeiro.

    Meio-dia e o pai chegava
    Já cansado da lavoura;
    São tantas recordações boas
    De ti, tapera, e meus pais
    Tempos que não volta mais
    Mas as lembranças se têm
    E os anos e a idade vêm
    Mas não te esqueço, jamais!

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  24. TAPERA DA MINHA INFÃNCIA

    Ao te ver velha tapera
    Abandonada e sem vida
    Com partes já destruída
    Eu senti grande pesar
    E foi ao te contemplar
    Com amor e gratidão
    Que senti inspiração
    Para te homenagear

    Eu voltei atrás no tempo
    Num momento de ilusão
    Revivi com perfeição
    Os meus tempos de infância
    Que foi de grande importância
    Para minha formação
    De trabalho e retidão
    De fé, amor e constância

    Tapera ainda registe
    Ao tempo e suas pressões
    Assim como eu preservo
    E cultivo as tradições
    Tu guarda muitas histórias
    De seis décadas de existência
    Que viveu com imponência
    Mais de duas gerações.

    Ficastes no abandono
    Velha tapera querida:
    Quantas lembranças da vida!
    Eu tenho pensado em ti,
    Dos bons tempos de guri
    Que nunca mais se apagam,
    Das horas doces e amargas:
    Foram lições que aprendi.

    Meu mundo em porte pequeno
    Que eu tive na minha infância,
    Arteirices de criança
    Eu fazia no terreiro
    Enquanto o arroz carreteiro
    Num fogo alto aprontava
    Que minha mãe cozinhava
    No velho fogão campeiro.

    Meio-dia e o pai chegava
    Já cansado da lavoura;
    São tantas recordações boas
    De ti, tapera, e meus pais
    Tempos que não volta mais
    Mas as lembranças se têm
    E os anos e a idade vêm
    Mas não te esqueço, jamais!

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